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BIS. Boletim do Instituto de Saúde (Impresso)

versão impressa ISSN 1518-1812

BIS, Bol. Inst. Saúde (Impr.) vol.13 no.3 São Paulo jul. 2012

 

Desenvolvimento de Sistema de Apoio à Regulação de Urgência e Emergência para região de Campinas

 

Development of a System for Supporting the Regulation of Urgency and Emergency in the Campinas Area

 

 

Eliane Molina PsaltikidisI; Paulo Cesar TibaldiII; Márcia BevilacquaIII; Edson Luiz KitakaIV; Rodrigo UssonV;

IEliane Molina Psaltikidis (emolina@hc.unicamp.br) é enfermeira, assistente técnica e coordenadora do Projeto Manuais HC
IIPaulo Cesar Tibaldi (tibaldip@gmail.com) é economista, assessor do Hospital de Clínicas da Unicamp
IIIMárcia Bevilacqua (mabevi@hc.unicamp.br) é diretora de Departamento Regional de Saúde VII
IVEdson Luiz Kitaka (kitaka@hc.unicamp.br) é diretor da Divisão de Informática do HC-Unicamp
VRodrigo Usson (rodrigo@hc.unicamp.br) é programador de Sistemas da Divisão de Informática do HC-Unicamp

 

 


RESUMO

A regulação dos casos de urgência e emergência exige agilidade e eficácia. No Estado de São Paulo, esses casos são regulados pela Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (CROSS), localizada na capital, com profissionais reguladores, que enfrentam o desafio de se inteirarem das diferentes realidades do interior. A região de Campinas agrega 42 municípios com 103 serviços de saúde, gerando dúvidas no referenciamento dos casos, por falta informações relativas aos recursos. O objetivo do artigo é descrever a construção de um Sistema de Apoio à Regulação de Urgência e Emergência para Região de Campinas, por parceria entre o Hospital de Clínicas-Unicamp e o Departamento Regional de Saúde DRS-VII. Teve como premissas seguir a lógica de referenciamento pactuada e substituir o processo manual por sistema eletrônico de fácil manuseio, ágil, gratuito e compatível com qualquer computador. O sistema foi implantado, com êxito, na CROSS e instituições envolvidas, promovendo acesso às informações de forma prática e rápida, permitindo distribuição regular e correta dos casos aos serviços de saúde. Com esta experiência, a CROSS pretende desenvolver sistema semelhante para atender a todas as regiões do Estado de São Paulo.

Palavras-chave: Urgência e Emergência, Regulação, Gestão em Saúde


ABSTRACT

The regulation of urgency and emergency cases requires agility and efficacy. In the State of São Paulo, these cases are regulated by the Regulation Center for Health Care Offer Services [Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (CROSS)], located in the capital, where professionals face the challenge of knowing the different realities of the countryside. In the area of Campinas, which is comprised of 42 cities with 103 health services, doubts raised about referencing the cases because of the lack of information related to the petitions. The aim of this article is to describe the construction of the System for Supporting the Regulation of Urgency and Emergency in the Campinas Area, a partnership between the Clinical Hospital of the University of Campinas (Hospital das Clínicas-Unicamp) and the Regional Department of Health DRS-VII (Departamento Regional de Saúde DRS-VII). This is based on the assumption of following the referencing logic and in the replacement of the manual process for a friendly, fast and free of payment electronic system, compatible with any computer. The system has been successfully implemented at CROSS and at other institutions involved, promoting access to information in a practical and rapid way, allowing a regular and right distribution of the health care services. With this experience, the CROSS intends to develop a similar system to cover all the areas of the State of São Paulo.

Keywords: Urgency and Emergency, Regulation, Health Management


 

 

Introdução

Os atendimentos de urgência e emergência são um dos principais serviços oferecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde), sendo um importante observatório da condição de saúde da população e da atuação do sistema. É onde primeiro se mostram os agravos inusitados à saúde da população, gerando informação em tempo real para as ações de vigilância. Também refletem os agravos que mostram as falhas na integralidade da atenção, tais como ações articuladas de educação para a saúde, proteção contra riscos e agentes agressores conhecidos, prevenção de agravos, recuperação e reabilitação da saúde das pessoas. Pelas portas de atendimento de urgência, é possível detectar uma alta incidência de atropelamentos ocorridos numa determinada região, elevado número de casos de trabalho de parto prematuro, pacientes com insuficiência renal crônica, diabetes mellitus descompensada, crises asmáticas de repetição, ferimentos em crianças e tantos outros, permitindo que atitudes do sistema de saúde sejam tomadas5.

Apesar da importância da assistência às urgências e emergências, tanto para o usuário, quanto para o sistema de saúde, várias dificuldades para sua plena atuação podem ser verificadas5:

  • Insuficiência de portas de entrada para os casos de urgência e emergência, em especial, para os casos agudos de média complexidade. A rede de atenção tem sofrido pressão pela oferta de atendimentos de alta complexidade, com hospitais de assistência terciária. Em contrapartida, diversas iniciativas têm focado dar vazão à demanda reprimida de casos agudos de baixa complexidade, que não são adequadamente acolhidos pela rede básica. No entanto, muitas vezes funcionam sem a retaguarda de recursos diagnósticos e terapêuticos essenciais à resolução dos casos de maior gravidade/complexidade. Desta forma, os agravos de média complexidade acabam por representar um grande estrangulamento para a atenção integral à saúde, afetando também a atenção às urgências;
  • Má utilização das portas de entrada da alta complexidade. Os pacientes acometidos por agravos de urgência, seja qual for a sua gravidade/complexidade, acabam buscando socorro nos grandes serviços, sobrecarregando as portas de entrada de maior complexidade, prejudicando a assistência a todos os usuários;
  • Insuficiência de leitos hospitalares qualificados, especialmente de UTI e retaguarda para as urgências. Enquanto, nos grandes hospitais, em decorrência da falta de leitos hospitalares e da alta demanda, os pacientes são internados em condições inapropriadas, tais como em macas ou em salas de emergência, verifica-se que, nos hospitais de pequeno porte, as taxas de ocupação, na média do território nacional, não atingem os 50%.
  • Incipiência nos mecanismos de referência e contra-referência. Os sistemas regionais deveriam dispor de mecanismos efetivos de encaminhamento dos pacientes (referência) aos serviços não disponíveis em seu município/região, como também a garantia de que, uma vez atendidas suas necessidades, o paciente seja reencaminhado à sua região de origem (contra-referência), impedindo, assim, a saturação tão comumente observada nos serviços especializados5.

Frente a seu impacto e importância, em 2003, a área de urgências passou a ser considerada prioritária, sendo publicada a Portaria GM/MS n.º 1.863/20034 que institui a Política Nacional de Atenção às Urgências, a ser implantada nas três esferas de gestão. Foram incorporados novos elementos conceituais, além da revisão e retomada de outros já bastante difundidos, tais como4, 5:

  • Garantir a universalidade, equidade e a integralidade no atendimento às urgências clínicas, cirúrgicas, gineco-obstétricas, psiquiátricas, pediátricas e as relacionadas às causas externas (traumatismos não-intencionais, violências e suicídios);
  • Consubstanciar as diretrizes de regionalização da atenção às urgências, mediante a adequação criteriosa da distribuição dos recursos assistenciais, conferindo concretude ao dimensionamento e implantação de sistemas estaduais, regionais e municipais e suas respectivas redes de atenção;
  • Instalação e operação das Centrais de Regulação Médica das Urgências, integradas ao Complexo Regulador da Atenção no SUS4, 5.

A Regulação Médica das Urgências é um processo de trabalho por meio do qual se garante escuta permanente pelo médico regulador, com acolhimento de todos os pedidos de ajuda que acorrem à central, bem como o estabelecimento de uma estimativa inicial do grau da urgência de cada caso, desencadeando a resposta mais adequada e equânime a cada solicitação, monitorando continuamente a estimativa inicial do grau de urgência, até a finalização do caso, e assegurando a disponibilidade dos meios necessários para a efetivação da resposta definitiva, de acordo com grades de serviços previamente pactuadas, pautadas nos preceitos de regionalização e hierarquização do sistema3, 5.

Ao médico regulador devem ser oferecidos os meios necessários, tanto de recursos humanos, como de equipamentos, para o bom exercício de sua função, incluindo as informações referentes às portas de entrada de urgências, com hierarquia resolutiva previamente definida e pactuada, além da atribuição formal de responsabilidades. Estas informações são fundamentais para que o médico regulador possa, mediante sua capacidade técnica de discernir o grau presumido de urgência e a prioridade de cada caso, fazer o enlace entre os diversos níveis assistenciais do sistema, visando a dar a melhor resposta possível para as necessidades dos pacientes3, 5.

Neste sentido, as grades de referência, visando a garantir resposta efetiva às especificidades das demandas de urgência, devem ser suficientemente detalhadas, explicitando quem são as unidades, os procedimentos ofertados, as especialidades de cada serviço, organizados em redes e linhas de atenção, com a devida hierarquização, para que, frente às necessidades dos usuários, seja a oferta da atenção necessária em cada momento. O ideal é que haja mecanismo informatizado, suficientemente ágil para uso e manutenção dessa grade, a fim de que não ocorra prejuízo ao atendimento dos chamados de urgência, decorrente de demora no encaminhamento ou de referenciamento à instituição sem recursos técnicos e estruturais para a assistência3, 5.

No entanto, a regulação do acesso à assistência é mais do que a implantação de computadores, sistemas, infovias ou de normas e protocolos, pois abarca também as relações entre gestores, prestadores, gerentes de unidades de saúde, profissionais e, ainda mais, os usuários com suas distintas demandas. Portanto, como em qualquer trabalho em saúde, a regulação do acesso implica relações políticas, técnicas e de cuidado, consistindo assim em um conjunto de tecnologias (relacionais, saberes, instrumentos etc.) e ações que intermedeiam a demanda dos usuários por serviços de saúde e o acesso a estes7.

Apesar da importância reconhecida, um dos grandes desafios na implantação da regulação do acesso tem sido a informatização dos serviços, de modo a se ter uma rede lógica que facilite todo o funcionamento dos fluxos operacionais e que atenda às necessidades levantadas pela gestão local10. Sabe-se que a Tecnologia da Informação permite aumentar o valor do conhecimento produzido na instituição, como meio de auxílio na transformação das informações e distribuição eficiente de forma moderna, sendo um fator fundamental para o sucesso dos projetos de Gestão do Conhecimento6, 8, 9.

Há poucos relatos publicados com as experiências de desenvolvimento de sistema informatizados que auxiliem a decisão técnica do regulador. Um estudo, desenvolvido por Adolfi Júnior et al1, descreveu o desenvolvimento de um sistema gestor de regulação médica em emergência da Divisão Regional de Saúde de Ribeirão Preto (DRS XIII), no Estado de São Paulo. O protótipo foi baseado na rede mundial de computadores e aplicado a 26 municípios dessa regional, durante quatro semanas consecutivas em setembro de 2009. O sistema realizava a documentação das solicitações em ordem cronológica, sem permitir edição de dados já inseridos e garantindo o acesso hierarquizado e sigiloso às informações para cada participante do sistema. Os autores concluíram que o sistema se mostrou exequível e confiável, possibilitando a transparência do processo e acesso direto às informações por parte dos gestores, além de possibilitar a construção de indicadores para monitorizar e aprimorar o processo1.

Regulação dos casos de urgência e emergência da região de Campinas

No Estado de São Paulo, a regulação dos casos de urgência tem sido realizada pela Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (CROSS), localizada na capital, com profissionais reguladores que enfrentam o desafio de se inteirarem das diferentes realidades do interior.

O Departamento Regional de Saúde de Campinas (DRS-VII) agrega 42 municípios, com população de aproximadamente 4.400.000 habitantes e 103 instituições credenciadas para oferecer atendimento de urgência e emergência2. As grades de referência da região, disponibilizadas à equipe da CROSS, eram constituídas de diversas planilhas impressas, de diferentes formatos, que geravam dúvidas em sua interpretação e uso. Diante da dimensão da região e da falta de acesso ágil às informações, verificavam-se dificuldades na regulação dos casos de urgência segundo sua complexidade, especificidade e recursos demandados, além das diferenças quanto à distância e tempo de deslocamento do paciente para o serviço referenciado.

Neste contexto, especialmente pela dificuldade de acesso às informações relativas aos serviços de saúde da região, com frequência, o regulador da CROSS encaminhava o caso de urgência para o Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por ser o principal hospital de referência da macrorregião de Campinas, gerando sobrecarga muito acima de sua capacidade instalada.

Foram promovidos, pela DRS-VII, vários encontros, ao longo do primeiro trimestre de 2010, com representantes da central de regulação, gestores e prestadores da região, promovendo o diálogo na busca de alternativas para a resolução das dificuldades enfrentadas para assistência adequada dos casos de urgência e emergência. Numa destas reuniões, foi aventada a possibilidade de elaboração de um sistema de dados que auxiliasse o regulador na escolha correta do serviço de saúde a ser referenciado cada caso. O Hospital de Clínicas-Unicamp, em parceria com a equipe técnica da DRS-VII, assumiu o desafio proposto.

 

Objetivo

Descrever o processo de construção do Sistema de Apoio à Regulação de Urgência e Emergência para Região de Campinas (DRS-VII).

 

Metodologia

O primeiro passo do processo foi discutir as premissas do sistema com a equipe da DRS-VII e da CROSS, que foram definidas em:

  • Seguir a lógica de referenciamento praticada e pactuada junto aos serviços de saúde da região;
  • Ser um sistema gratuito, de fácil manuseio, ágil e compatível com qualquer computador, substituindo o processo de trabalho baseado na consulta de material impresso.

A equipe da DRS-VII revisou e detalhou as planilhas utilizadas como grade de referência de urgência e emergência, assim como a descrição dos recursos de cada serviço de saúde da região. Foi projetada uma lógica de busca das informações, pela ótica e prática do regulador, visando tornar a ferramenta o mais amigável possível para o seu principal usuário.

Com estas informações e aproveitando a experiência do Hospital de Clínicas com um portal eletrônico de manuais, foi determinada a estrutura do sistema:

  • Portal com lista dos municípios da região de procedência do paciente, organizados por ordem alfabética, contendo mapa da região para facilitar a visualização das sub-regiões (Figura 1);
  • Tabelas com os recursos ofertados, sendo eles Cardiologia (Adulto, Pediátrica, Intervencionista, Eletrofisiologia, Endovascular, Vascular), Neurologia, Traumato e Ortopedia, Oncologia, Oftalmologia, Otorrinolaringologia, Obstetrícia de alto risco, Bucomaxilo, Cirurgia geral e pediátrica, UTI (adulto, infantil e neonatal) e Exames (Endoscopia, Broncoscopia e Tomografia) (Figura 2);
  • Tabelas com a identificação dos serviços de saúde, endereço e telefone para o encaminhamento;
  • Tabelas com detalhamento dos serviços de saúde da região (Figura 4).

 

Essas informações foram interligadas, mediante link, em cascata, direcionando o processo de busca das informações para referenciamento do paciente.

 

Resultado

O portal e as tabelas de recursos foram construídos em editor de texto. Já as tabelas com as informações dos serviços de saúde foram construídas em planilha eletrônica. Após a inserção de link e correspondente teste, todos os documentos foram convertidos para PDF, utilizando-se sistema de segurança que impede alteração do conteúdo, impressão e cópia de fragmento do texto.

Foram construídos, ao todo: 1.064 arquivos de dados, com as cidades correspondentes, os recursos ofertados e os hospitais, além de um mapa da região para orientação do regulador quanto à distância e localização dos municípios.

O sistema foi apresentado em reunião com representantes de serviços de saúde da região, membros da DRS-VII e da CROSS, sendo aprovado. Foram disponibilizados CDs com o sistema à DRS-VII e CROSS, acompanhados de tutorial para instalação e uso. Foi também entregue um plano de contingência contendo todas as tabelas impressas, organizadas segundo a cidade de origem do caso e os correspondentes recursos de referência.

A ferramenta, que foi denominada Sistema de Apoio à Regulação de Urgência e Emergência para região de Campinas, encontra-se em uso, desde maio de 2011, auxiliando os médicos reguladores da CROSS. Também é utilizada pelos profissionais de saúde dos serviços da região que a adotam para conferir as opções de unidades para referenciamento dos casos visando, especialmente, a evitar sobrecarga dos hospitais terciários com situações de urgência de menor complexidade.

A sistemática de uso do sistema inicia-se pelo recebimento do caso pelo médico regulador da CROSS, por meio de sistema próprio da central de regulação. Diante da identificação de tratar-se de caso proveniente da região de Campinas, o regulador acessa o portal do sistema de apoio onde seleciona a cidade de origem do paciente (Figura 1). Abre-se uma tela com o leque de recursos ofertados, segundo a cidade de procedência do paciente, no qual o regulador seleciona o indicado para atendimento do caso (Figura 2). A seguir, o sistema abre uma página com os serviços que possuem o recurso indicado, respeitando a pactuação determinada na grade de regulação para a região (Figura 3). Nesta página, o regulador já dispõe do telefone e endereço dos serviços de saúde. A tela também informa se o serviço está sob gestão municipal ou estadual e oferece link para acesso à página com detalhes sobre a sua capacidade instalada, especialidades e recursos assistenciais disponíveis (Figura 4).

 

Conclusão

O sistema foi implantado na CROSS e disponibilizado às instituições envolvidas, promovendo acesso às informações de forma prática e rápida, sem dificuldade na instalação ou manuseio, permitindo distribuição regular e correta dos casos aos serviços de saúde da região. Houve relato de vários profissionais usuários do sistema sobre o auxílio que tem propiciado ao referenciamento e sua utilidade para as argumentações relativas às opções disponíveis aos casos.

Cabe destacar que a modernização dos sistemas de informação para gestão da Saúde não pode ser tratada somente como um modismo ou a aplicação da tecnologia em si mesma. Devem ser discutidos, planejados e implementados como políticas estratégicas dos governos, visando à interoperabilidade de todo o conjunto de seus processos e sistemas para resgatar os dados gerados em toda a Rede e seus aparelhos, transformando-os em informações que gerem e agreguem mais conhecimento aos gestores, possibilitando o monitoramento da “Saúde do Sistema”, e permitam o planejamento estratégico e a implementação de planos eficientes e eficazes para ampliação do acesso da população.

Foi de fundamental importância a parceria entre a DRS-VII e o Hospital de Clínicas-Unicamp na construção do sistema, por meio de conhecimento compartilhado, proporcionando resultado favorável aos principais envolvidos, em especial ao paciente que tem seu encaminhamento agilizado e assertivo. Com esta experiência, a CROSS almeja desenvolver sistema semelhante para atender a todas as regiões do Estado de São Paulo.

 

Referências

1. Adolfi Júnior MS, Pallini FM, Pessotti H, Wolf CM, Patelli HT, Capeli RD et al. Regulação médica em emergência pela plataforma web: um estudo piloto. Rev Saúde Pública. 2010; 44(6):1063-71.         [ Links ]

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