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BIS. Boletim do Instituto de Saúde (Impresso)

versão impressa ISSN 1518-1812

BIS, Bol. Inst. Saúde (Impr.) vol.13 no.3 São Paulo jul. 2012

 

EDITORIAL

 

Anna Volochko
Carlos Tato Cortizo
Márcio Derbli

 

 

A motivação deste Boletim do Instituto de Saúde (BIS) fundamenta-se sobre a reflexão, sentido e a relevância da prática da pesquisa para o Sistema Único de Saúde (SUS) e sua incorporação pelos gestores. Este questionamento decorre da trajetória histórica da produção dos pesquisadores do Instituto de Saúde, cujos resultados de investigação têm sido incorporados, em maior ou menor grau, pelo gestor.

O debate sobre a incorporação dos resultados das pesquisas é um tema recorrente entre pesquisadores no mundo todo, nos mais diversos campos do conhecimento. Também tem sido alvo de ampla discussão a complexidade dos fatores condicionantes envolvidos na tomada de decisão sobre a utilização desses resultados.

Este número do BIS é mais um conjunto de reflexões, discussões e atualizações sobre os diversos aspectos que influenciam a apropriação dos resultados dos estudos pelos gestores, constituindo um dossiê que não se pretende esgotar aqui.

Este dossiê constitui-se em conjunto de artigos com ampla diversidade de temas e abordagens, a saber: a criativa reflexão de Jose da Rocha Carvalheiro sobre a incorporação dos resultados de pesquisa pelos gestores do SUS; Ernesto Báscolo e Natalia Yavich relatam em denso artigo, o estudo de caso sobre a incorporação de conhecimentos em saúde coletiva pelos gestores da cidade de Rosário da Província de Santa Fé, Argentina; Helaine Carneiro Capucho e colaboradores realizam relevante retrospectiva sobre a institucionalização da avaliação das tecnologias em saúde no Brasil e a criação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS – CONITEC; na sequência Fernando Cupertino, do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde – CONASS, relata uma rica experiência sobre a relação entre produção de conhecimentos em Saúde Coletiva e as políticas municipais do SUS; o artigo de Tereza Setsuko Toma apresenta uma reflexão sobre a incorporação do Método Canguru no cuidado ao recém-nascido de baixo peso e as políticas públicas; em seguida, Sonia Isoyama Venancio oferece uma relevante reflexão sobre as contribuições do Projeto Amamentação e Municípios (AMAMUNIC) para a gestão e práticas de saúde no SUS; Luiza Sterman Heimann e colaboradores descrevem as lições aprendidas no processo de implantação da regulação municipal no contexto da parceria do Instituto de Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde de Embu das Artes/SP; Roberta Cristina Boaretto e colaboradores dissertam sobre a Intersetorialidade no mesmo município no contexto das relações entre investigadores e a gestão municipal.

Além do dossiê, destacamos mais dois artigos relevantes que integram este número do BIS. Luís Carlos de Oliveira Cecílio e colaboradores realizam uma relevante reflexão a partir de um estudo de caráter qualitativo sobre o processo de implementação da regionalização no Estado de São Paulo, caracterizando as relações que se estabelecem entre o gestor estadual e os gestores municipais. Eliane Molina Psaltikidis e colaboradores descrevem o caso da construção de um Sistema de Apoio à Regulação de Urgência e Emergência para Região de Campinas, no contexto da parceria entre o Hospital de Clínicas-Unicamp e o Departamento Regional de Saúde DRS-VII.

Esperamos que este rico número do Boletim do Instituto de Saúde possa oferecer uma excelente e qualificada leitura, novas ideias e amplos horizontes de reflexão e práticas inovadoras nos serviços públicos de saúde, na complexa, urgente e necessária tarefa de aproximar investigadores e gestores públicos visando ampliar a qualidade e o aprimoramento contínuo o Sistema Único de Saúde. Ótima leitura a todos!