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BIS. Boletim do Instituto de Saúde (Impresso)

versão impressa ISSN 1518-1812

BIS, Bol. Inst. Saúde (Impr.) vol.13 no.2 São Paulo out. 2011

 

Editorial

 

Luis Eduardo Batista
Márcio Derbli
Suzana Kalckmann

 

 

SUS: mosaico de inclusões apresenta artigos que sinalizam o papel político de grupos organizados da sociedade para implantação/implementação de políticas de saúde específicas para a população negra, GBLT, de pessoas com deficiências etc. Nesse sentido, os artigos propõem aperfeiçoamento das políticas estabelecidas e ao mesmo tempo vai exemplificando quais são os desafios enfrentados pelo setor saúde.

Este número traz artigos pouco discutidos na academia, mas que compõem o dia a dia dos profissionais de saúde e possibilitam refletir sobre a universalidade, a equidade e a integralidade no Sistema Único de Saúde – SUS e sobre como podemos contribuir para a construção de uma sociedade menos preconceituosa.

SUS: mosaico de inclusões discute direitos, o direito de todos e todas e procura estimular alguns debates. Devem ser criados Centros de Referência específicos? Como sensibilizar e instrumentalizar as Unidades Básicas para ampliar e garantir o acesso? Como integrar as pessoas com deficiências no cotidiano da atenção à saúde? Como atender as especificidades de cada um dos grupos populacionais e concomitantemente manter o olhar integral sobre o indivíduo/cidadão contemplando a promoção, prevenção, assistência e reabilitação?

Esperamos que os artigos possam provocar o reconhecimento de que posturas intransigentes e preconceituosas maximizam as iniquidades na saúde, que as desigualdades existentes na sociedade se refletem na forma em que nós, profissionais de saúde, atuamos. E que as mudanças só virão através de reflexões, discussões e atuação conjunta.

Desnecessário dizer que o tema não se esgota, haja vista a miríade de situações e grupos que demandam propostas e análises, como as populações ciganas, a atenção ginecológica para as mulheres com deficiência, a saúde das lésbicas, as populações indígenas não aldeadas, entre outras. Justamente porque desejamos expandir este debate, convidamos o leitor a enviar artigos que contribuam para essas discussões.

Este número também representa uma nova etapa na reestruturação do BIS, pois os artigos submetidos à revista foram enviados a revisores ad hoc, internos e externos, procedimento que será adotado para as futuras edições.

Esta reestruturação foi iniciada e conduzida com extrema competência, até o número anterior do BIS, pelo Samuel Antenor, então editor da revista. A Comissão Editorial desta revista aproveita para agradecer a sua dedicação e desejar sucesso em seus novos desafios.

Boa leitura.