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BIS. Boletim do Instituto de Saúde (Impresso)

versão impressa ISSN 1518-1812

BIS, Bol. Inst. Saúde (Impr.) vol.13 no.1 São Paulo abr. 2011

 

Editorial

 

Luiza Sterman Heimann
Diretora do Instituto de Saúde

 

O “Programa de Pesquisa para o SUS – PPSUS”, iniciativa de importantes instituições, como o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), as Secretarias Estaduais de Saúde e as Fundações de Amparo à Pesquisa (FAP’s) de diferentes estados do Brasil, é um programa de fomento à pesquisa com gestão compartilhada em Saúde. Iniciado em 2001, com os primeiros projetos aprovados para o biênio 2002/2003, o PPSUS visa dar apoio a projetos direcionados para a solução de problemas prioritários da saúde, com o objetivo de fortalecer a gestão e a atenção do Sistema Único de Saúde (SUS). No caso paulista, a adesão da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) ao programa se deu em 2004.

Dada à sua importância, não por acaso o PPSUS foi o tema definido pelo Conselho Editorial do Instituto de Saúde para o primeiro número do Boletim do Instituto de Saúde (BIS) em 2011. Isso porque, desde o início, um volume considerável de pesquisas foi desenvolvido, com resultados que revelam parte do potencial do SUS e do muito que ainda precisa ser feito para seu aprimoramento, após mais de duas décadas de sua criação. Assim, neste volume, os artigos abordam o PPSUS sob diferentes aspectos: o próprio Programa, com alguns dos projetos financiados em São Paulo, a experiência do PPSUS em Alagoas, Estado que participa do programa desde a primeira edição, e algumas reflexões sobre a Política de Ciência e Tecnologia em Saúde.

Após a leitura dos textos, emergiram questões que gostaríamos de compartilhar com os leitores, a partir das quais esperamos contribuir para o delineamento da Política de Ciência, Tecnologia e Inovação da SES-SP, como a construção da agenda de prioridade de pesquisa, a criação de mecanismos para acompanhamento, avaliação e inovação no processo de trabalho da pesquisa e a criação de mecanismos para incorporação dos resultados da produção técnico-científica pelo SUS, entre outros. Outra questão premente é o desafio de integrar as necessidades de saúde da população às ações desenvolvidas pelo SUS, a fim de responder a estas necessidades e à produção do conhecimento, objetivo a ser atingido por meio de inúmeras estratégias, entre as quais destacamos o fortalecimento do próprio PPSUS.

Nesse sentido, a figura do móbile, que ilustra a capa desta edição, reflete justamente esse mecanismo, construído de diferentes partes, mas que sustentam um todo e se mantém em função de um mesmo objetivo, como é o caso do SUS. Em 2011, ano em que se realiza a 14ª Conferência Nacional de Saúde, principal fórum de discussão e mobilização social da saúde no Brasil, entendemos que é oportuna a aproximação da política, da ciência e dos serviços. Os conteúdos dos artigos apontam caminhos. Este é o sentido no BIS.

Boa leitura.