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BIS. Boletim do Instituto de Saúde (Impresso)

versão impressa ISSN 1518-1812

BIS, Bol. Inst. Saúde (Impr.)  n.48 São Paulo nov. 2009

 

Editorial

 

 

Katia Cibelle M. Pirotta; Paulo H. Nico Monteiro; Samuel Antenor; Suzana Kalckmann

 

 

No ano em que comemora 40 anos de atuação, o Instituto de Saúde busca não apenas reafirmar sua missão, de produzir conhecimento científico e tecnológico e gerar subsídios para a formulação de políticas públicas que melhorem a qualidade de vida da população, como também renovar suas ações. Isso significa dar um passo além, inaugurando uma nova fase em suas atividades. O aprimoramento do trabalho do Instituto no âmbito da pesquisa e do ensino em Saúde Coletiva, somado às novas possibilidades, que incluem a Avaliação de Tecnologias de Saúde (ATS), tendem a qualificar e dar maior significado institucional ao IS.

Nesta nova etapa, surge também a necessidade de reposicionamento de sua imagem institucional, por meio da comunicação e da divulgação de suas pesquisas, constituindo as bases para uma mudança efetiva da percepção do papel social do Instituto de Saúde. Esse reposicionamento não é mera figura de linguagem, visto que, no próprio organograma da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES), foi feita uma alteração significativa, por meio do decreto 55, de 9 de novembro de 2009, que qualificou a inserção do Instituto de Saúde na estrutura da SES-SP, vinculando-o diretamente ao Gabinete.

Com isso, o Instituto de Saúde ganha a possibilidade não apenas de adequação organizacional às atuais necessidades, mas também, considerando o texto do próprio decreto, de "consolidar o conhecimento científico e tecnológico no campo da saúde coletiva e promover sua apropriação para o desenvolvimento de políticas públicas que melhorem a qualidade de vida e de saúde da população". Aliado a isso, o desenvolvimento de diferentes meios para a divulgação de sua produção, impressos e eletrônicos, também permitirá ao Instituto colocar em prática uma política de difusão do conhecimento, tornando acessível a diferentes públicos o conteúdo técnico-científico produzido na instituição.

Nesse intuito, esta edição do Boletim do Instituto de Saúde (BIS) também apresenta algumas mudanças, ainda incipientes, mas que deverão ser acentuadas, a partir de 2010. A primeira delas está no formato do Boletim que, apesar de manter um núcleo temático, também garantirá a possibilidade de publicação de artigos e ensaios referentes a outros temas, a cada edição, colocando-se aberto a contribuições de pesquisadores e trabalhadores interessados.

Também passamos a divulgar, a partir deste número, as regras para publicação, de acordo com os novos parâmetros a que o BIS está sujeito, visto que passou a integrar a base de dados eletrônica da Bireme-BVS, que segue o modelo do Scielo, biblioteca eletrônica de publicações científicas. Com isso, a partir do site do Instituto de Saúde, o BIS passa a ser acessado na Internet diretamente na plataforma desenvolvida para abrigar, em formato eletrônico, as publicações dos demais Institutos de Pesquisa vinculados à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Com a nova metodologia de publicação e acesso, o BIS ganha facilidade de busca, garantindo maior visibilidade para seu conteúdo.

O núcleo temático desta edição trata da formação dos trabalhadores para o Sistema Único de Saúde (SUS), considerando as mais diferentes necessidades, possibilidades e significados dessa formação. A questão da formação se justifica, nesse momento, pelas inúmeras ações que vêm sendo empreendidas pelos gestores dos diversos níveis de organização do SUS, tais como a Política de Educação Permanente em Saúde e o reposicionamento do nível estadual na condução e articulação dessa política; as variadas propostas de graduação e pós-graduação em Saúde Coletiva que estão sendo desenvolvidas no País; os programas de formação técnica, assim como as múltiplas ações de formação de trabalhadores do SUS desencadeadas por diferentes atores. Sabe-se que essas ações muitas vezes carecem de uma melhor articulação, o que tende a levar à fragmentação do processo formativo.

 Nesse sentido, esperamos que a diversidade de temas abordados nos artigos possa contribuir para que a formação seja vista como o resultado de em conjunto de fatores que, à primeira vista, podem passar despercebidos. Os resultados de pesquisas, as reflexões e discussões teóricas, assim como os relatos de experiências aqui apresentados têm como objetivo contribuir com esse debate, a fim de estimular a reflexão dos trabalhadores em saúde sobre seu próprio processo de trabalho e inserção no Sistema.

Vale mencionar ainda que este número do BIS, além dos 40 anos do Instituto de Saúde, marca também o centenário de nascimento de seu fundador, Walter Leser, a quem o Instituto presta aqui uma singela homenagem.

Boa leitura.