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BIS. Boletim do Instituto de Saúde (Impresso)

versão impressa ISSN 1518-1812

BIS, Bol. Inst. Saúde (Impr.)  no.spe São Paulo  2008

 

BR-101

 

 

Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho

Médico sanitarista

 

 

A saída da ditadura militar para a democracia no Brasil em 1988 se deu de forma pacífica através da Assembléia Constituinte.

Na nova Constituição Brasileira a seção saúde foi uma das mais abrangentes e consequentes. O Sistema Único de Saúde (SUS) criado é, em verdade, a vanguarda de uma reforma do Estado brasileiro.

 

Mas reforma em que direção?

Em primeiro lugar, na direção do direito universal do acesso a atenção à saúde. Também foi a primeira política pública a acreditar na descentralização administrativa e participação social para chegar perto de onde o povo vive. O trabalho intersetorial com outras políticas públicas, a atenção integral, o financiamento público e a execução mista, utilizando serviços estatais, privados lucrativos e filantrópicos completam a orientação inovadora da proposta constitucional.

Quais os resultados?

Costumo comparar a implantação de SUS a uma viagem por terra partindo do Estado de São Paulo para a cidade de Natal ou João Pessoa. São mais de 3.000 km.

 

Onde estamos 20 anos depois?

Já passamos de Vitória e estamos chegando ao Sul da Bahia. Andamos mais de 1.000 km, porém faltam outros 2.000 km.

No SUS de hoje a mãe que leva uma criança a uma Unidade Básica de Saúde e ainda enfrenta uma fila tem razão de reclamar, porém os que estudam os indicadores e êxitos do SUS neste período têm obrigação de defender os méritos dos nossos esforços nestes 20 anos. É preciso ser justo com o esforço do Brasil nesta área.

Ainda precisamos andar 2.000 km, porém o importante é manter o rumo apontado pelos constituintes de 88, ou seja, não abandonar a BR-101 por atalhos duvidosos e sem sinalização.