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Revista do Instituto Adolfo Lutz (Impresso)

Print version ISSN 0073-9855

Rev. Inst. Adolfo Lutz (Impr.) vol.71 no.4 São Paulo  2012

 

ARTIGO ORIGINAL/ORIGINAL ARTICLE

Magnésio urinário, plasmático e eritrocitário: validação do método de análise por espectrofotometria de absorção atômica com chama

 

Magnesium contents in urine, plasma and erythrocyte samples: validation of analytical methodology using flame atomic absorption spectrophotometry

 

 

Cristiane Hermes Sales, Vivianne de Sousa Rocha, Luciana Setaro, Célia Colli*

Laboratório de Nutrição, Departamento de Alimentos e Nutrição Experimental, Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Universidade de Sao Paulo

 

 

RIALA6/1522


RESUMO

Neste estudo foi validada a metodologia de análise de magnésio urinário, plasmático e eritrocitário por espectrofotometria de absorção atômica com chama. As análises foram realizadas em pools de amostras de urina, de plasma e de eritrócitos de humanos. Para a validação, foram considerados os parâmetros de linearidade da curva-padrão, faixa de trabalho, limite de detecção (LD), limite de quantificação (LQ), precisão e exatidão da medição. Os LD e LQ da curva foram, respectivamente, de 0,006 e 0,021 μg/mL de Mg para urina e plasma, e de 0,003 e 0,010 μg/mL de Mg para eritrócitos. A faixa linear de trabalho para determinação de Mg foi entre 0,05 e 0,5 μg/mL de Mg, e as curvas-padrão apresentaram coeficientes de correlação maiores do que 0,99, que demonstram a linearidade da metodologia. As precisões intra e interensaio superiores a 90% foram consideradas adequadas. As recuperações obtidas, usando-se materiais de referência certificados, foram de 101% e de 97%, respectivamente, em urina e plasma. As médias de recuperação por adição de padrão foram de 87% para urina e eritrócitos e de 91% para plasma. A metodologia avaliada foi linear, sensível, seletiva, precisa e exata; portanto, são confiáveis os resultados obtidos.

Palavras-chave. espectrofotometria de absorção atômica, magnésio, eritrócitos, plasma, urina, validação.


ABSTRACT

This study aimed at validating the methodology for analyzing magnesium contents in urine, plasma, and erythrocytes samples by atomic absorption spectrophotometry. Pools of human urine, plasma, and erythrocytes samples were analyzed. The standard curve linearity, linear response range, detection limit (DL), quantitation limit (QL), precision, and accuracy of measurement were determined. DL and QL values were, respectively, 0.006 and 0.021 μg/mL of Mg for urine and plasma, and 0.003 and 0.010 μg/mL of Mg for erythrocytes. The linear response ranged from 0.05 to 0.5 μg/mL of Mg, and the standards curves showed the correlation coefficients higher than 0.99, which demonstrated the linearity of the methodology. Intra- and inter-assay precisions above 90% were considered adequate. The accuracy obtained with certified reference materials for urine and plasma was 101% and 97%, respectively. The average recoveries found by adding the standard were 87% for urine and erythrocytes, and 91% for plasma. Therefore, the evaluated methodology showed to be linear, sensitive, specific, precise and accurate, and the obtained results were reliable.

Keywords. atomic absorption spectrophotometry, magnesium, erythrocytes, plasma, urine, validation.

 


 

INTRODUÇÃO

O magnésio (Mg) teve, nos últimos anos, importância reconhecida para diversos processos metabólicos. A alteração de sua homeostase é associada à maior incidência de doenças crônicas não transmissíveis (como diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares e câncer), e o monitoramento de sua distribuição compartimental tem implicações fisiológicas importantes no âmbito da saúde1-3.

O status de Mg no organismo pode ser avaliado em vários compartimentos biológicos, sendo que sua concentração é determinada mais frequentemente em soro/plasma, também em urina, células sanguíneas (eritrócitos, monócitos e linfócitos) e, mais raramente, em músculo e osso, pela maior dificuldade de amostragem4-5.

A espectrofotometria de absorção atômica com chama é o método mais empregado para a determinação de minerais em amostras biológicas, por ser considerado acurado e relativamente simples6. Todavia, sempre chama a atenção o número pequeno de estudos de validação de métodos publicados, especialmente no Brasil, nas áreas de bioquímica, fisiologia e nutrição, o que mostra que essa é uma prática pouco frequente em muitos laboratórios de pesquisa. No entanto, a etapa de validação é fundamental para a obtenção de resultados confiáveis, uma vez que quando confiáveis são reprodutíveis, permitem conclusões acertadas e o delineamento de novas hipóteses. Portanto, é fundamental que os laboratórios se empenhem nessa importante etapa analítica, para economizar tempo e recursos, lembrando-se sempre que o método deve ser revalidado toda vez que houver alterações das condições analíticas (por exemplo, mudança de equipamento ou na composição dos reagentes usados)7,8.

O objetivo deste estudo foi validar o método de análise do Mg em amostras de urina, plasma e eritrócitos por espectrofotometria de absorção atômica (EAA) com chama, para viabilizar sua difusão e comparação em pesquisas em nutrição e na prática clínica.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O estudo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa da Faculdade de Ciências Farmacêuticas – USP (Protocolo CEP nº 339/2006) e seguiu os padrões exigidos pela Declaração de Helsinque. As amostras utilizadas no processo de validação foram provenientes de atletas de voleibol profissional (n = 12), do sexo masculino, com idade entre 15 e 20 anos (18,1 ± 1,4 anos).

Toda vidraria foi previamente desmineralizada em banho de ácido nítrico 30%, por pelo menos 12 horas, e depois enxaguadas com água desmineralizada. Esse processo é realizado com o objetivo de remover os minerais da vidraria e evitar contaminação das amostras.

Amostras biológicas

As amostras de urina de 24 horas, colhidas sem conservantes, foram acidificadas até pH 2 com ácido clorídrico 3 M (Synth®, São Paulo, Brasil), sendo posteriormente armazenadas em microtubos de polipropileno.

O sangue, colhido com seringas plásticas e agulhas de inox estéreis e descartáveis, foi transferido para tubos contendo citrato de sódio (Synth®, São Paulo, Brasil) a 30% (10 μg/mL de sangue), como anticoagulante, e centrifugado a 3.500 rpm, durante 15 minutos, a 4 ºC. Após centrifugação, o plasma foi distribuído em alíquotas de 1 mL. O concentrado de eritrócitos foi lavado três vezes, por ressuspensão, com NaCl (Synth®, São Paulo, Brasil) a 0,9% (1:2 massa de eritrócitos para solução salina, v/v), e centrifugado a 10.000 rpm, por 10 minutos, a 4 ºC, sendo o sobrenadante desprezado a cada etapa.

Preparo dos pools

As amostras de urina foram homogeneizadas com auxílio de agitador magnético (IKA C-MAG HS 10, Wilmington, Carolina do Norte, EUA), durante 10 minutos, em rotação média. Preparado o pool, alíquotas de 1 mL deste foram armazenadas a -20 °C até o momento da análise. O mesmo procedimento foi utilizado no preparo dos pools de plasma e de eritrócitos.

Determinação de Mg

O Mg foi determinado em espectrofotômetro de absorção atômica com chama (Perkin Elmer AAnalyst 100 – Norwalk, CT, EUA), com lâmpada de catodo oco, comprimento de onda (λ) de 285,2 nm, fenda (ϕ) de 0,7 nm, tempo de integração de 2 segundos e chama oxidante de ar/acetileno. O método de análise usado baseou-se em estudos prévios desenvolvidos em nosso laboratório9,10, em Nicoll et al.11 e nas recomendações do manual do equipamento12.

A curva de calibração foi feita com MgCl2 × 6H2O – 1.000 mg/L de Mg (Titrisol, Merck®, Darmstadt, Alemanha), no intervalo de 0,05 a 0,5 μg/mL de Mg. Aos pontos da curva-padrão para análise de Mg em eritrócitos, foi adicionado glicerol (Merck®, Darmstadt, Alemanha), até concentração final de 5%. As curvas foram preparadas a cada dia de análise.

As amostras de urina (125 μL) e de plasma (250 μL) foram diluídas com água desmineralizada, em balões volumétricos, na proporção de 1:400 e 1:100, respectivamente. O concentrado de eritrócitos (300 μL) foi lisado com água desmineralizada (1:4, v/v). Desse lisado foram feitas diluições seriadas até que a diluição final do concentrado de eritrócitos fosse de 1:120.

A fim de minimizar interferências espectrais, foi adicionado lantânio, tanto nas amostras como na curva-padrão, em concentração final de 0,1%. Inicialmente, 14,66 g de La2O3 (Merck®, Darmstadt, Alemanha) foram diluídos em 10 mL de água; posteriormente, foram acrescentados 62,5 mL de HCl concentrado (37%) e o volume completado para 250 mL.

Análise de hemoglobina

A concentração de hemoglobina nos eritrócitos lavados foi quantificada pelo método da cianometahemoglobina13, utilizando reagentes da Labtest® (Lagoa Santa, MG, Brasil).

Validação

No processo de validação do método, foram avaliados a linearidade, a faixa de trabalho e a faixa linear de trabalho, o limite de detecção (LD), o limite de quantificação (LQ), a precisão e a exatidão do método.

Limites de detecção e de quantificação

O LD inferior foi obtido pela multiplicação do desvio padrão de 10 leituras do branco por três, considerando a relação sinal/ruído de 3:1, e o produto dividido pelo coeficiente angular da curva de calibração. O LQ inferior foi obtido da mesma forma, mas considerando a relação sinal/ruído de 10:18,14. Para os limites superiores da curva de calibração, considerou-se a informação do fabricante do equipamento, segundo a qual, nas condições usadas (λ 285,2 nm, Φ 0,7 nm), são geradas curvas lineares até 0,5 μg/mL de Mg12.

Linearidade

A linearidade das curvas-padrão, obtida por 10 repetições de cada concentração dos pontos da curva (cinco pontos para avaliação da urina e do plasma, e sete para eritrócitos), foi avaliada pelo coeficiente de correlação (r). Foi considerado adequado valor de r superior a 0,998.

Sensibilidade

A sensibilidade foi obtida pelo cálculo do coeficiente angular (inclinação) das curvas-padrão usadas para definir a linearidade15.

Precisão

A princípio, foram testadas diversas diluições das amostras, de modo a situar a resposta (absorvância) no centro da faixa linear de trabalho. Definidas as diluições (400 vezes para urina, 100 vezes para plasma e 120 vezes para eritrócitos), foi avaliada a precisão de medição, pela repetitividade, e a precisão intermediária, as quais foram obtidas pela relação do desvio padrão com a média aritmética dos resultados obtidos, que fornece a imprecisão do método. A precisão intraensaio foi avaliada pelo resultado de 10 determinações de cada pool, e a interensaio pela primeira determinação (primeiro dia) e mais 10 determinações do pool realizadas em um segundo e terceiro dias. Todas as análises foram realizadas pelo mesmo operador, no mesmo equipamento e nas mesmas condições experimentais. Considerou-se adequado valores de desvios padrões relativos (coeficiente de variação, que corresponde à imprecisão do método) inferiores a 15 %8,16,17.

Exatidão

A exatidão foi avaliada pela análise de materiais de referência certificados (MRC) e por ensaios de recuperação. A exatidão foi obtida pelo erro relativo – ER, comparando-se o valor médio obtido com o valor certificado, e expressa em porcentagem do viés8,15.

Os MRC usados foram: Trace Elements Serum L-I [lote JL4409] e Urine Blank [lote OK4636] (Seronorm®, Billingstad, Noruega). Por não se dispor de padrão certificado para análise de Mg em eritrócitos, o monitoramento das análises nesse compartimento deu-se apenas pela adição de padrão.

Para os ensaios de recuperação foram utilizadas as amostras diluídas conforme procedimentos descritos anteriormente. Alíquotas de cada amostra diluída foram transferidas para tubos de ensaio, e feita então a adição de padrões com concentrações diferentes de Mg: 0; 0,05; 0,1 e 0,2 μg/mL, para urina e plasma, e 0; 0,125; 0,25; 0,5 μg/mL, para eritrócitos. Para cada adição de padrão foram feitas 10 replicatas por amostra biológica. Considerou-se como adequado valores de recuperação entre 70 e 120%8,16.

Análise estatística

Regressão linear, análise de variância (ANOVA) e teste t-Student para amostras não pareadas foram realizadas com software SPSS 15.0 for Windows (Chicago, Illinois, EUA), considerando nível de confiança de 95% e alfa de 5%.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Inicialmente determinaram-se os LD e LQ, que foram, respectivamente, de 0,006 μg/mL de Mg e de 0,021 μg/mL de Mg em urina e plasma, e de 0,003 μg/mL de Mg e de 0,010 μg/mL de Mg em eritrócitos. Esses valores são similares a outros descritos na literatura por EAA18,19, e sua determinação permite que se estabeleça até que nível de concentração do mensurando o método é confiável14.

Determinados esses limites, a faixa linear de trabalho foi estabelecida entre 0,05 e 0,5 μg/mL de Mg. As curvas-padrão, geradas a partir de 10 replicatas de cada concentração, apresentaram coeficiente de correlação (r) de 0,9991 (sem glicerol; para plasma e urina) e de 0,9999 (com glicerol; para eritrócitos). A sensibilidade foi de 1,46 mL/µg em plasma e urina, e de 0,94 mL/µg em eritrócitos (Figura 1). Esses valores indicam um bom ajuste entre o sinal gerado pelo aparelho e a concentração obtida do mineral e comprovam a linearidade da curva, no intervalo de concentração estabelecido8,15.

 

As precisões intraensaio foram de 96% em urina, 95% em plasma e 96% em eritrócitos; e as interensaios de 95%, 95% e 96% em urina, plasma e eritrócitos, respectivamente.

Os resultados deste estudo são similares aos obtidos anteriormente em nosso laboratório, em outro EAA (Hitachi Z-5000; 97-98 % em urina, 95-96% em plasma10 e 95-98% em eritrócitos9), e aos de Hulanicki et al.18 (97% em plasma e soro e 93% em eritrócitos – EAA PU 9100X com atomizador PU 9390X Philips Scientific) e de Stone et al.19 (precisão intraensaio de 97-99% e interensaio de 95-97% em amostras de soro – Varian AA1275). Gilroy et al.20, que avaliaram soro de felinos em analisador de eletrodo íon-seletivo CRT8 Nova, também obtiveram precisões similares: intraensaio de 99-100 % e interensaio de 98-99%.

Os valores obtidos de precisão estão dentro do limite aceitável (> 90%) para micronutrientes14,21 e dentro do recomendado pela ANVISA8, indicando que a variabilidade entre os resultados, que é associada ao erro aleatório, ou seja, ao erro não previsível (que ocorre ao acaso e tende a diminuir após várias repetições), está dentro da variação prevista. Vale destacar que é mais aconselhável que se adote, na avaliação do método, a precisão intermediária (interensaio) ao invés da repetitividade (intraensaio), por ela ser a mais representativa da variabilidade dos resultados em um único laboratório16.

É importante que se assegure que os métodos usados para avaliação de minerais apresentem boa precisão, uma vez que as concentrações presentes nas amostras comumente são baixas, e minimizar possíveis erros.

Outro parâmetro fundamental para que se obtenham resultados confiáveis é a exatidão, que representa o grau de concordância entre o valor médio obtido de uma série de resultados, com um valor verdadeiro convencional ou um valor de referência aceito14, e, tanto nos ensaios com MRC quanto nos ensaios de recuperação na matriz (Tabela 1), observaram-se resultados dentro de limites aceitáveis: 70-120%.

 

Neste estudo, com o uso dos MRC foram obtidas exatidões (erros relativos) de 101% e de 97% em ensaios feitos na urina e no plasma, respectivamente, e com os ensaios de recuperação, de 87%, 91% e 87% (Tabela 1) foram obtidas para o método, quando as matrizes foram, respectivamente, urina, plasma e eritrócitos.

Dentre os estudos de validação de magnésio encontrados na literatura, o único que usou MRC foi Hulanicki et al.18, que obtiveram exatidões de aproximadamente 92% usando o Quality Serum KONE. O uso correto do MRC, além de permitir avaliar o desempenho das análises de um laboratório, é mais recomendado, por minimizar erros sistemáticos15,21.

Em ensaios de recuperação, outros estudos utilizando EAA obtiveram resultados de exatidão similares aos do presente estudo19,22,23. As pequenas variações de recuperação observadas entre os estudos podem ser explicadas: 1) pelo próprio método em si, ou seja, ser um erro inerente ao método; 2) por diferenças nas marcas dos equipamentos; 3) manejo técnico do operador; 4) pelo diluente utilizado para o preparo das amostras poder gerar alguma interferência; ou ainda, 5) pela matriz utilizada em cada estudo, que, dependendo da quantidade de outras substâncias presentes nesta matriz, pode influenciar no processo de atomização.

Outro parâmetro avaliado foi a seletividade: as curvas de padrão adicionado apresentaram forte correlação (r = 0,9999 em urina, 0,9999 em plasma e 0,9997 em eritrócitos) e paralelismo com as curvas analíticas padrão (Figura 1), o que comprova a não interferência das matrizes testadas.

Pode-se, portanto, afirmar que o método é adequado para análise de Mg não somente em plasma, como em urina e em eritrócitos (havendo poucos estudos de validação feitos nessas células). O conjunto dessas determinações permite a avaliação mais completa do status de Mg em diferentes condições de saúde do ser humano.

 

CONCLUSÃO

Com base nos dados obtidos, pode-se concluir que o método testado é preciso e exato, além de sensível e seletivo para a determinação de Mg na urina, plasma e eritrócitos, gerando resultados confiáveis.

 

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP (Processo 2006/05601-9), à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES (Processo 404577) e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq (Processo 142618/2005-5), pelas bolsas de mestrado e doutorado concedidas às alunas envolvidas neste trabalho.

 

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*Endereço para correspondência: Laboratório de Nutrição, Departamento de Alimentos e Nutrição Experimental, Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Universidade de Sao Paulo Av. Prof. Lineu Prestes, 580, Bloco 14, Butantã, São Paulo, SP, Brasil, CEP: 05508-000. Tel.: (11) 3091-3651, Fax: (11) 3091-4410. E-mail: cecolli@usp.br

Recebido: 14.10.2011
Aceito para publicação: 04.10.2012